Dose dupla na ponte do Morumbi

February 15, 2015

Eu poderia escrever um livro.

Não sei, o que vocês acham?

 

Eu não acredito em acasos. Tem um tipo de coisa que acontece porque tem que acontecer e a razão é óbvia. Mas tem outro tipo de coisa que eu resolvi batizar de aprendizado a longo prazo. São coisas que a gente simplesmente não entende o porquê tão cedo.  

 

Praticamente não moro mais em São Paulo. Por alguma razão, vim passar o feriado aqui. Eu poderia estar em qualquer outro lugar – por diversos motivos. Bem como poderia estar na capital – por diversos outros.

 

Depois de velejar a tarde toda, estava cansada, com frio e com fome. Vindo de Interlagos pela Marginal Pinheiros, acessei a ponte do Morumbi pensando no que tinha na geladeira de casa – onde provavelmente eu chegaria em menos de 5 minutos. Era por volta de 18:30h do horário brasileiro de verão.

 

De moto, me deparei com um trânsito intenso inesperado levando em consideração todas as circunstancias: meio da ponte do Morumbi, sábado de carnaval, tempo nublado e fim de tarde.

Carros com o pisca alerta ligado pareciam organizar uma escolta. E era.

 

Haviam 2 cachorros atravessando a ponte. Serelepes, brincavam um com o outro sem medo de ser feliz – literalmente. Usavam e abusavam de todas as pistas da avenida sem a mínima noção do risco a que estavam se submetendo.

 

Avancei e estacionei na calçada junto a um casal que fez o mesmo com seu carro. Chamamos a atenção dos filhotes e ali conosco eles estavam a salvo. 

 

Ótimo. Mas e daí? Eles tinham menos de 1 ano. Brincalhões, provavelmente voltariam para a rua tão logo nós os deixássemos lá. Minha consciência não me deixava em paz. Eu não conseguia pensar em nada.

 

Não me pergunte o porquê: sugeri que o casal trouxesse a dupla para a minha casa, onde eu achei que, com mais calma e devidamente alimentada, conseguiria raciocinar.

 

Pois é: agora eu até consigo pensar em outras possibilidades – apesar de ser sábado anoite e, ainda por cima, carnaval. 

Mas enfim, na hora eu não tive outra ideia e tampouco consegui fechar os olhos para a situação– como já tive que fazer algumas outras vezes porque não dá para querer resolver todos os problemas do mundo com as minhas próprias mãos.

 

Mas então! Se não dá pra querer resolver todos os problemas do mundo, por que justamente desta vez eu agi assim? NÃO SEI.

Deve ser um aprendizado a longo prazo. Ao menos eu espero que seja.

 

Vou deixar os percalços da chegada em casa e o entrosamento com o Rocky para outra ocasião.

 

Trata-se de um macho e uma fêmea muito provavelmente com menos de 1 ano. Educados e aparentemente saudáveis. Sem coleira ou identificação, infelizmente. Estou tentando um contato de veterinário para levá-los o quanto antes – onde pretendo fazer um check-up.

 

Ainda não sei o que fazer depois.

A melhor ideia que tive até agora foi dar um passo de cada vez.

Aceito ajuda. Boas intenções já temos. 

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