Pre Pan

March 15, 2015

Tem tanto ‘e se’’ passando pela minha cabeça agora, que vocês nem fazem ideia. Tem ‘’e se’’ inteligente, mas tem ‘’e se’’ maluco também: e se a gente tivesse treinado um dia a mais? E se a gente não tivesse escapado aquela largada da terceira regata? E se tivéssemos usado outra regulagem no barco? E se tivesse ventado menos? E se eu tivesse 2kg a menos? E se nem tivesse topado entrar nessa? E se a gente pudesse recomeçar o campeonato? E se eu tivesse velejado sem luva? E se eu tivesse um amuleto da sorte? E se tivesse sido em outro lugar? E se ?

 

Por aí vai. E provavelmente ainda vai por um bom tempo.

 

Esse papo de saber perder é mesmo muito digno e bonito.  Mas quando é você quem perde, amigo, o buraco é bem mais embaixo.

Quando é você que olha para trás e vê tudo que fez – e principalmente o que deixou de fazer – para correr atrás de um sonho e não conseguiu, dói.

 

Está engasgado. É difícil digerir certas coisas. 

Por mais que muita gente nos achasse dignos da vitória, não vencemos e agora esta é a minha realidade: não faço ideia do que vou fazer amanhã.

 

Dadas as circunstancias, fiz tudo que esteve ao meu alcance e sinceramente este é o meu maior – senão único – consolo.

Quando nos deparamos com a derrota, cheguei a pensar na possibilidade de não ter nascido para brilhar. Deu dor de barriga, um nó na garganta e uma vontade enorme de sumir. E vou avisando: as vezes tudo isso vem à tona de novo. Do nada.

 

Ainda bem que tenho 2 cachorros me esperando em casa. Um bom motivo para recomeçar. 

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